foi quando conheci a pureza. seu coração batia como se certezas tivesse. tinha em si um mar, que atendia incansavelmente aos chamados mais chorosos. decerto, marinheiros naufragados da vida. bebemos. contou causos. sabia coisas empoeiradas. histórias e tempos e nomes na memória. refez épocas para que eu as vivesse. sorri. repetiu que há laços de outras vidas nesta. contive-me. pensei que começava a crer. a verdade se espraiava. saía de mim através de soluços, contrações. queria chorar. queria dizer-lhe palavra, mas não pude. meu corpo quis mais vícios. todos. porque ali não eram torpes. eram âncoras, servindo às almas perdidas. compreendi toda a sua impaciência. amei toda aquela pressa. vi todas as lutas se resumirem à clareza alcançada. redesenhava-se o amor. fora bússola quebrada em minhas tormentas. havia mais daquilo em mim do que eu supunha, previram outrora. as lágrimas foram tesouros que nos demos. outra dose. meu desaguar silencioso. sobre mim, pairou o óbvio e singular: é preciso amor. copos vazios. corpos em laço.
"Seria esse um amor de outras vidas?"
Há 10 anos


Poeta, mais uma dose. Esse cara nasceu para escrever.
ResponderExcluirAbraço!
Belo texto, primo. Amor é vida em comum, Deus queira até o final!
ResponderExcluirAbraços,
mR.
Fico impressionada com a sensibilidade dessa família de Pinho...mari me recomendou passar aqui e já vi que voltarei sempre.
ResponderExcluirLindo texto.
Roque, compreendi, como o coração. Ainda mais depois de ver nos seus olhos o que este texto significa. bjão
ResponderExcluirFico muito feliz, Val!
ResponderExcluirRealmente, significa muito. Dividir as raízes dele com os amigos é quase como reescrevê-lo, emociona.
Obrigado!