a meio vento entre lábio e ouvido. de um perto intenso. falava-lhe serena: - a gente se quer tanto. os olhos em silêncio. amavam. pois já era sorriso a palavra. a sombra do corpo em sensação. cada sílaba ressonava. parecia o céu. dele, a voz em pausa. pelo senso de ouvir. entranhar o entendimento. sentirem-se. na comunhão sagrada do toque, a aurora. e deixaram-se visitar pela calma. quando pleno o sol. muito dentro de si, pulsava: a vida é beira de agrado, delirando amor.
"Seria esse um amor de outras vidas?"
Há 10 anos


