Visitas desde a última internação


CONTADOR

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Valsa da lembrança

À cena que te encontro me refaço,
dançando... Que saudade isso me traz!
Sentia como fosse em mim capaz
de haver mais amplidão do que no espaço.

Assim o amor nos vem, sob um abraço,
o peito sem saber encontra a paz.
E pulsa como há muito já não faz
o velho coração. Eu me embaraço,

se penso que és presente na lembrança.
Encosta o teu bailar ao meu e dança,
com os passos do passado à nossa volta...

Ensaio-os de novo e me contento,
meu tempo de te amar é como o vento;
Serei o par eterno que te escolta!

2 comentários:

  1. A lembrança, diria, é o caminho mais curto para reviver, como se agora fossem, épocas e momentos que nos marcaram e permanecem incólumes dentro de nós.

    O soneto, além de nos convidar a uma viagem a algum lugar do passado, transmite a calmaria e tranquilidade típicas de algo que vai ao embalo de valsa mesmo. Muito bom.

    Abraço, Roque!

    ResponderExcluir
  2. A lembrança é o único caminho, Jajá!

    Abração!

    ResponderExcluir