À cena que te encontro me refaço,
dançando... Que saudade isso me traz!
Sentia como fosse em mim capaz
de haver mais amplidão do que no espaço.
Assim o amor nos vem, sob um abraço,
o peito sem saber encontra a paz.
E pulsa como há muito já não faz
o velho coração. Eu me embaraço,
se penso que és presente na lembrança.
Encosta o teu bailar ao meu e dança,
com os passos do passado à nossa volta...
Ensaio-os de novo e me contento,
meu tempo de te amar é como o vento;
Serei o par eterno que te escolta!
"Seria esse um amor de outras vidas?"
Há 10 anos


A lembrança, diria, é o caminho mais curto para reviver, como se agora fossem, épocas e momentos que nos marcaram e permanecem incólumes dentro de nós.
ResponderExcluirO soneto, além de nos convidar a uma viagem a algum lugar do passado, transmite a calmaria e tranquilidade típicas de algo que vai ao embalo de valsa mesmo. Muito bom.
Abraço, Roque!
A lembrança é o único caminho, Jajá!
ResponderExcluirAbração!