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CONTADOR

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tempo de Sobrado


Por dentro dessa chuva, o meu passado,
um ontem que não cessa nesse quando,
que encharca meu olhar, mas vai regando
a flor do tempo em mim. E sou levado

a crer que sempre estive do outro lado
do quadro que me vai emoldurando.
A porta que se abriu ao vento brando
sou eu, que não saí nem tenho entrado.

E aqui deste sobrado vejo tantos
caindo sob a chuva, sem encantos...
São todos como eu, incerto e lasso!

O tempo em que ficaram esquecidos
comunga com o silêncio em meus ouvidos
e vão passando os dias, porque passo.