o menino se aproxima, entra
arqueia-se numa curiosidade inventada
o cenho franzido
sorri à carência de uma palavra
(não teve irmãos)
traz o corpo magro em seu andar
desajeitadamente inventado
mostra-se desconcertado, puro
conta-me suas coisas, coisas de vento
mas pergunta-me pelo amanhã; meus afazeres
sinto a ternura, a serenidade
sorrio sem lhe dizer que faria versos
versos para o irmão imaginado
minha mão aventava
o menino inventado.
arqueia-se numa curiosidade inventada
o cenho franzido
sorri à carência de uma palavra
(não teve irmãos)
traz o corpo magro em seu andar
desajeitadamente inventado
mostra-se desconcertado, puro
conta-me suas coisas, coisas de vento
mas pergunta-me pelo amanhã; meus afazeres
sinto a ternura, a serenidade
sorrio sem lhe dizer que faria versos
versos para o irmão imaginado
minha mão aventava
o menino inventado.

