Visitas desde a última internação


CONTADOR

domingo, 4 de dezembro de 2016

Tanto

a meio vento entre lábio e ouvido. de um perto intenso. falava-lhe serena: - a gente se quer tanto. os olhos em silêncio. amavam. pois já era sorriso a palavra. a sombra do corpo em sensação. cada sílaba ressonava. parecia o céu. dele, a voz em pausa. pelo senso de ouvir. entranhar o entendimento. sentirem-se. na comunhão sagrada do toque, a aurora. e deixaram-se visitar pela calma. quando pleno o sol. muito dentro de si, pulsava: a vida é beira de agrado, delirando amor.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Primavera



primeiro verão
a mão, a flor, a cor
coração inteiro
no cheiro que exala
na fala
no instante de amor

aroma distante
a semente do sim
em mim é setembro
relembro o que jaz
e apraz
a paz de um jasmim




terça-feira, 31 de maio de 2016

Presságio

o ar complexo, insuflado. com iminência de cuidados, enfim. não fora antes o chumbo das horas. muito menos a laceração. somente jazia inerte e pálido. aguava vidas e vindas. de sorte adensara-se, raro em si. despertado, imponente. a tez incauta sobretudo. riso recalcitrando, em sol acontecido. vibrava de longe a orquestra. um inaudível presságio, de comprazer. agora. não sem antes hesitar, transborda. cada prece o respira. mas o sal em seus olhos. mas a sombra grave na memória. mas o tempo... porque nada transige ou aquiesce.