Outona-se a paixão... Que desatino!
Pensar em tanto amor morrendo à espera
da mútua entrega ardente, da quimera
que fora congelada em vão destino...
Não fomos senão flores de ouro fino,
brilhantes porém gélidas. Quisera
eu ter um coração de primavera
e amar-te, na inocência de menino.
Contendo as estações meu peito chora
à noite, quando o céu é mais bonito.
Ao tempo em que do orvalho se enamora,
a vida poderia ter-nos dito
que nosso amor, crisálida de aurora,
se borboleteou pelo infinito.
"Seria esse um amor de outras vidas?"
Há 10 anos

