aquela noite em nós, a demorar-se...
na desmedida ternura do afago
o inteiro dos teus gestos, sobre mim
e tua voz ressonando em meu peito
sob a aura serena de um sorriso
antes não houvesse o dia
o mundo, os outros...
e fosse só a essência do teu olhar
a sede, o corpo
somente a pausa do arrebatamento
na alegria ingênua do encontro
e nada mais acontecesse
senão o beijo insuspeitado
ou fossem ainda as horas
incessantes
sorvidas no indelével
no mais duradouro azul
enquanto éramos silentes
precisos
carnais
agora
nada extingue o teu encanto
nem o óbvio mistério do porvir
na desmedida ternura do afago
o inteiro dos teus gestos, sobre mim
e tua voz ressonando em meu peito
sob a aura serena de um sorriso
antes não houvesse o dia
o mundo, os outros...
e fosse só a essência do teu olhar
a sede, o corpo
somente a pausa do arrebatamento
na alegria ingênua do encontro
e nada mais acontecesse
senão o beijo insuspeitado
ou fossem ainda as horas
incessantes
sorvidas no indelével
no mais duradouro azul
enquanto éramos silentes
precisos
carnais
agora
nada extingue o teu encanto
nem o óbvio mistério do porvir
pois tua presença calma
é o tempo que inventei
dentro do amor
é o tempo que inventei
dentro do amor

