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CONTADOR

quarta-feira, 16 de março de 2011

Minha hora

dorme, minha hora
que te acalento
lentamente

fora do tempo que tem pressa
e mais alto
perto dos meus sempres

e não te acordes
nem por um minuto
que amanhã verás o sol

sexta-feira, 11 de março de 2011

O Todo


"Deixo que  o inevitável dance, ao meu redor, 
a dança das espadas de todos os momentos"
(João Guimarães Rosa - Consciência Cósmica)

não há palavras, embora a boca ferva. e as coisas que são ditas fluem, vazam, cortam o vento. para além de mim. é nesse tempo de marés que me alucino. que sinto, senão dores que não tenho? a dor antiga, ou doravante... a dor dos outros, aventuro. meu vazio desprendido para o todo. um abismo algo torto entre dois mundos. e se por mim se desse, se alastrasse uma presença. não haveria encontro, nem completude. há muito já não estou.