ela vestida de amor. os olhos de seda, brilhosos. sorriso iminente. seu olhar se alternava sobre a face dele. fitava seus olhos, e boca... olhos e boca, incessantemente – sinal de paixão. e fez-se encantada, docemente sensível. porque saía de si em êxtase, e alentava-se inteira em desejos. tanto que foram luar, fizeram leito àquelas paragens. moravam no infinito, e além. era o ar, era o céu que se enfeitava. madrugada morena de alegrias. pois tudo era belo, porque pleno. e mesmo denso, porque puro. barra de saia ficou em posse dele, como num filme. mas tempo esmaece beijos, e olhares. repousam hoje em sépia sobre a estante. chorou apenas por lembrar-se, constrita. saudade é virada de vento, na varanda da alma.
"Seria esse um amor de outras vidas?"
Há 10 anos

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