dormi, contigo em mim. meus cimos enevoados de sem ar. mornamente. tua lembrança sobre os vales. plana. retida estava a imagem transcendente, em que nada se anuncia. desarmada. era a beleza para além dos olhos. flor na essência do incomunicável. dançáramos, pela luz da dança. eu – meus pés intrigados. passo à frente nos seus entres de vazios. tua presença, a minha vontade de sorrir. e tudo compunha-se de cores. toda a vida, toda... meu coração, palavras brancas. aquele clarão, o nosso prisma. havia encantos esverdeados. e avermelhávamos. o mundo era suspenso. mais a mágica dentro em nós, menos o sereno enluarado. e como que engolisse mistério, anoiteci. fiz sonho das imagens no sem-fim. luzes separadas, eu reflito. agora tenho a nós, pelo sempre.
"Seria esse um amor de outras vidas?"
Há 10 anos


