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CONTADOR

quarta-feira, 16 de março de 2011

Minha hora

dorme, minha hora
que te acalento
lentamente

fora do tempo que tem pressa
e mais alto
perto dos meus sempres

e não te acordes
nem por um minuto
que amanhã verás o sol

4 comentários:

  1. "E na verdade tempo haverá
    Para que ao longo das ruas flua a parda fumaça,
    Roçando suas espáduas na vidraça;
    Tempo haverá, tempo haverá
    Para moldar um rosto com que enfrentar
    Os rostos que encontrares;
    Tempo para matar e criar,
    E tempo para todos os trabalhos e os dias em que mãos
    Sobre teu prato erguem, mas depois deixam cair uma questão;
    Tempo para ti e tempo para mim,
    E tempo ainda para uma centena de indecisões,
    E uma centena de visões e revisões,
    Antes do chá com torradas."
    (T. S. Eliot, em "A canção de amor de J. Alfred Prufrock")
    =*

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  2. "E quando eu tiver saído para fora do teu círculo, não serei nem terás sido (...). Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos, num outro nível de vínculo, tempo, tempo, tempo, tempo"

    (Oração ao tempo - Caetano Veloso)
    Beijos! =]

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  3. Que lindo isso. Seus poemas são muito belos e poéticos mesmoooo. Abraços

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  4. Obrigado, Regina!

    Fico feliz que tenha gostado...
    Abraços!

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