ela vestida de amor. os olhos de seda, brilhosos. sorriso iminente. seu olhar se alternava sobre a face dele. fitava seus olhos, e boca... olhos e boca, incessantemente – sinal de paixão. e fez-se encantada, docemente sensível. porque saía de si em êxtase, e alentava-se inteira em desejos. tanto que foram luar, fizeram leito àquelas paragens. moravam no infinito, e além. era o ar, era o céu que se enfeitava. madrugada morena de alegrias. pois tudo era belo, porque pleno. e mesmo denso, porque puro. barra de saia ficou em posse dele, como num filme. mas tempo esmaece beijos, e olhares. repousam hoje em sépia sobre a estante. chorou apenas por lembrar-se, constrita. saudade é virada de vento, na varanda da alma.
"Seria esse um amor de outras vidas?"
Há 10 anos

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minucioso feito lupa, doce feito flauta...
ResponderExcluirbeijo, poeta!
C/pota
Ai, saudade... me fez vênus cor de chumbo, a varanda devastada, inabitável, por um segundo.
ResponderExcluir"...me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre
(tocando sutilmente,misteriosamente)a sua primeira rosa." (E.E. Cummings)
Lindo!
Um beijo
O "tempo esmaece beijos, e olhares", mas não toca na lembrança.
ResponderExcluirComo saudade é "o amor que fica sempre na lembrança", se a moça chorou ao lembrar-se é porque houve amor de verdade.
Muito bom, Roquão.
Abração!