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CONTADOR

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Contratempo

com olhos amanhecidos
de aurora matizada
pelo vermelho das maçãs do rosto
(num outono eterno)
e outras cores do pensamento
acordou

disse o que estava em si
coisas misteriosas
assim, como cheiro de mãe
frio na barriga
estrela cadente

coloriu o sorriso então
com nuances de pronúncias
que supunha existirem
sorriu ensolarado
e por fim existiram
lábios de verão

mas disseram-lhe trovões
escureceu-se
gelou-se de inverno
e dormiu novamente
com olhos chuvosos
sonhando neblinas.

4 comentários:

  1. ...
    mas então redarguiu
    para reamanhecer
    em frestas de sol
    rosicleres inconfessáveis
    da natureza renascente.

    (coautoria coagida!Permita-me!rss)

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  2. Rsrs... permitidíssima!

    Altos rosicleres!
    Beijooo!!

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  3. parabens Roque, de uma beleza Ímpar... achei lindo... abracos germanicos de um paulista bahiano, a um bahiano paulista. por mais que isso seja extremamente contraditório rsrsrs

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  4. Essa contradição faz sentido; a inversão de nossas rotas nesse mundo torto!

    Obrigado pelo comentário! Que bom que gostou do poema...
    Abraço, Cabeleiraa!

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