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CONTADOR

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ausências

Este pedaço solto de alma
esta pele já tão pequena
em volta de mim...
Um novelo de emoções
sem um gato a se enroscar
Meus nós, meus embaraços
meus braços abertos
sem abraços
meus barcos sem norte
meu forte sem batalhas
voz sem canção
porão sem tralhas
A flor do coração
sem pétalas
sem cor
sem nada.
E cada
primavera escondida
cada ausência sentida
explodindo-me
num vazio crescente.
Meu mundo sem gente
meu tempo sem dia
meu verso poente
à mercê da poesia...

7 comentários:

  1. É, meu lindo... as ausências por vezes se fazem tão presentes, deixando um vazio sem fim... mas a gente aprende a preenchê-lo com vida, a vida que há em nós (abundante e suprema!), a vida que vem de outros... e a gente vai vievendo, cheios de vida... e de ausências! ;)

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  2. ah... lembrei desse desenho... alguma coisa brow, nao é? oh infância! rsrs A gente se sente tão preenchido de tanta coisa mais fácil, somos tão menos exigentes... mas essa "droga" de idade, e de consciência, e de experiência e de aprendizdo... se vacilar, a gente acaba deixando as coisas perderem o brilho da simplicidade e do que reluz...

    ps: linda sua descrição do perfil!

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  3. Obrigado!
    É, o desenho é do Charlie Brown! Oh, infância querida, esta aurora que os anos não trazem mais...rsss.

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  4. Primo!

    Muito bom seu poema. Fiquei feliz com a novidade do blog. Tornei-me, pois, seu seguidor (há muito tempo, inclusive). Que nos venham mais poemas!

    Abraços,
    Murilo Rafael.

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  5. Que bom que gostou!

    Eu havia deixado o Recanto completamente de lado. Creio que aqui será diferente.
    Que nos venham sempre mais poemas!

    Abraço!

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  6. É poeta, já havia lido este poema outras vezes mas não havia sido tocado tanto quanto agora. É a poesia mostrando que não fica velha, pois não depende do tempo. Agora, ao ler novamente, estou percebendo e sentindo as ausências... "Meu mundo sem gente, meu tempo sem dia". Um forte abraço.

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  7. A qualquer tempo a mente abre uma nova brecha de captação. Isto é percebido frequentemente pelos mais atentos...
    Abração!

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