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CONTADOR

domingo, 17 de maio de 2009

Duas garrinchas

Hoje duas garrinchas pousaram na janela,
Encostaram-se e roçaram-se como namorados,
Não havia o que pensar ou ponderar; só as havia.
Subiram pelas paredes como exímias escaladoras que são.
Não me olharam, nem me julgaram.
Nada fizeram para mim, além de surgirem.
Duas pazes enamorando-se numa só.
Sobem, descem, andam, voam,
São tudo o que se deseja ser:
A leveza, a graça, o dom, o vôo.
O capricho nos saltinhos, a habilidade no pousar.
Quem lhes ensinou?

2 comentários:

  1. Quem ensinou... então... e será mesmo que somos ensinados a voar, a nos enamorar?
    Penso que a vida que está em nós, desde que nos demos por "existentes" (rs!) vem dotada de isso tudo aí, que é, nada mais que sentir, que se permitir! Na verdade, se a gente não doma a vida, ela é que faz com que desaprendamos! Não acha?!

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  2. Talvez precisemos voltar a ser como as garrinchas... apenas saltar, apenas viver!
    Sem conjecturas...

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