"E onde não queres nada, nada falta.
E onde voas bem alta, eu sou o chão"
(O quereres - Caetano Veloso)
invejo o teu fulgor vivaz, roseira minha.
E a pétala que emites, linda e vermelhinha,
contigo permanece, embora não a colhas.
Faz tempo, o meu amor se foi: meu sol definha.
Soluço, e sofrem mãos e pés com tantas bolhas;
trabalho pra esquecê-la, em vão. Não tenho escolhas.
Feliz tu deves ser... das flores és rainha!
- Meu caro, não reclama. Tu terás depois
do que te relembrar; um velho amor ardente!
Meu sonho é que pudesse amar, viver a dois,
mas nunca tive um par, embora tão carente...
Retorna ao teu jardim e cuida dele, pois
quem brota para a vida é livre eternamente.

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E aí, Roque!
ResponderExcluirPercebo conexão total com "Autopsicografia", de Fernando Pessoa. Segue apenas um trecho:
"E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm."
Abraçoo!
Lindo soneto! Todos queremos um par, nem sempre o temos, ou temos até perdê-lo. Entretanto, creio que pior que a saudade de quem não está mais ao nosso lado, é jamais ter tido a oportunidade de sentir a falta de alguém.
ResponderExcluirFicarei visitando sempre seu blog, pois amo literatura em todas as suas nuances.
Um grande abraço.
Fico feliz que tenham gostado...
ResponderExcluirBela conexão, Jajá. Pessoa é sempre fantástico!
Vera, grato pela sua visita e mais ainda pelo seu comentário. Esteja sempre à vontade para repeti-los.
Um grande abraço!