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CONTADOR

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

“Poeminha”

Poetinha, enfim, me aponte
um caminho a se tomar,
porque a minha bela fonte
de calor vai se apagar...

Põe-se à linha do horizonte
o meu sol perto do mar.
Pode o tempo atrás do monte
ser-nos justo e não passar?

Poetinha, minha ponte,
se ele um dia não voltar,
me recite, me reconte,
quantas vezes precisar!

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